calidoscópio

Sobre a autora
 

Definir-se. Que desafio!

Então, creio que posso afirmar: sou o que sou, mas estou em construção, sempre poderei acrescentar ações e emoções positivas. Sou o que sou na consciência da incompletude, em busca de respostas em meio à fragmentação imposta pela realidade. Sou o que sou na reflexão daqueles seres inquietos, ávidos pelo saber e pelo crescimento do indivíduo.

Ao trigésimo dia do mês de maio, do ano de mil novecentos e sessenta e sete, em Chapadinha, no interior do Maranhão, nasci com ajuda da parteira no quarto dos meus pais – bem pequenina, cabia na palma da mão. Cresci dormindo em rede e comendo pirão de farinha.

O 1,59 m de altura decorre da impossibilidade de ser alta fisicamente e, por certo, é estímulo ao pensar alto traduzido no ato de dialogar.

O tempo da adolescência me levou muito cedo à tentativa de explicar, corrigir, educar, mediar e orientar, canalizando a vida para a doação aos outros, na igreja, na escola e em casa. Ato de um ser cumpridor das normas, da pontualidade e da organização, implicando no surgimento da pessoa que declara a sua opção.

Assim, aos dezesseis anos, me tornaram professora, e abracei o ofício sem compreender as funções que implicavam ser mestra.  A cada ano, surgiam experiências que fortaleciam o ato de educar significativo e o despertar da profissão ressignificada na docência e internalizada na alma.

As inúmeras experiências de fala para públicos em cenários diferentes – salas de aula, auditórios e salões informais – fortificaram o discurso firme da voz em conexão com ideias que prendiam a atenção do ouvinte.

As andanças pelas estradas da vida incluíram no currículo registros de cursos (alguns frequentados e outros ministrados), respaldada na graduação em Pedagogia, nas pós-graduações em Psicopedagogia, Administração Escolar e Informática na Educação e no mestrado em Ciências da Educação.

Surgi, assim, como professora no ofício construído em anos de trabalho. Como brasileira, busquei outros pares, somando outras vidas, gerando três filhos naturais e incontáveis filhos-alunos, em diversas salas de aulas.

As escritas de muitas letras em planos, cadernos e arquivos eletrônicos nasceram das muitas leituras, agora registradas em textos de livro, mesclando temáticas diversas – educação e emoção, ganhos e perdas ao longo da vida, verdades e incertezas, desabafos e decretos e, acima de tudo, busca ética do compromisso com a vida.

Textos que comungam meu comprometimento e minha preocupação com a aprendizagem permanente, na certeza de que meu corpo e minhas histórias serão colocados na vitrine, expostos a olhares curiosos, indiferentes ou, quem sabe, atentos ao conteúdo deste livro.

Francinete Braga Santos

























 
copyrigth © 2010. Calidoscópio. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Juscelino Barão.